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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Férias, aqui vamos nós !

Li um texto no Blog Mulher que corre com lobos sobre maternidade real onde ela dizia que ser mãe é como estar dentro de uma piscina de ondas 24horas. É exaustivo.

E este é o motivo do meu desaparecimento. Sou mãe de dois agora. Estou exausta. E culpada, claro, sempre culpada.

Esta é minha maternidade real. Tenho 2 filhos lindos, um marido, uma babá, um emprego. E a beira do abismo.

Na maior parte das vezes me sinto frustrada ultimamente. Frustrada por ter 2 meninos lindos e não ser a mãe perfeita para eles. Frustrada por ter vontade de passar o meu dia livre no shopping olhando roupas, ou tomando vinho assistindo um bom filme.. ou mesmo de fazer um almoço tranquilo sem que a mesa esteja cheia de papel picado e os objetos sendo arremeçados a todo momento. Frustrada por que tenho por que o mais novo vive com problemas respiratórios e eu vivo matando o serviço para cuidar dele (Não falo da prioridade, ele é prioridade!) . Frustrada por passar de funcionária dedicada a aquela que não vai trabalhar.

Ah, eu quero dormir. Dormir uma manha inteira, ou uma tarde. Quero mesmo é dormir o dia todo, sem pensar em nada.

Sinto raiva de mim nestes momentos, ate agora quando escrevo. Por que eu quis muito estes filhos. Por que eu QUERO e amo muito tudo isso. Mas eu estou cansada. Em fúria também. Por não estar dando conta de cuidar da minha vida perfeitinha de comercial de margarina.

Estou ressentida pela minha falta de liberdade. “ Você experimenta o maior amor que poderia sentir, pelo ser aparentemente mais adorável que poderia existir e, por conta disso, tem que suportar todas as dificuldades para cria-lo bem. Vai ter que dar espaço para ele exibir sua personalidade e o que vai te restar é aceitação.”

Ok. Vou sair de férias hoje. E vou deixar que as crianças me enterrem na areia, me atirem agua na cabeça e ouvir muita galinha pintadinha. Mas vou tomar um porre de Prosseco também.

Talvez, eu apague este texto. Ou não. Já me sinto culpada de novo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Fim da Licença Maternidade

Exatamente em um mês eu volto a trabalhar, minha licença de 6 meses esta chegando ao fim.

Olhando estes últimos 5 meses eu não sei bem o que eu fiz de verdade, fiquei perdida entre peitos, leite, casa, Bernardo, Gabriel, banhos, escola - foi um tempo incrível, pra mim e pra minhas crianças, onde aproveitamos muito o tempo juntos é a única certeza que tenho.

Sim,
achei que ia estudar muito e não deu tempo.
Achei que ia assistir muitos filmes e não deu tempo.
Achei que ia arrumar os armários e não deu...
Não deu para nada que não fossem os meninos, esta é a verdade - mas é por isso que se chama licença MATERNIDADE, e não férias :)

Então,
não me cobrem demais, o mais importante aconteceu - beijei, beijei muito minhas crias, e vou voltar sabendo que gastei o meu melhor tempo com eles - FILHOS, amo vocês!

Gabriel com 4 meses, Bernardo com 3 anos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Mulherzinha

"A mulher resolveu que devia ser independente. Trabalhar, ganhar seu dinheiro, ir pro bar, tomar anticoncepcional, dormir com passantes, essas coisas. Mas não fazia idéia do tamanho da confusão que isso ia criar. De modo geral, mesmo trabalhando fora, a mulher não pôde abandonar o papel de responsável pela casa – e mesmo que tenha uma diarista ou afins, quando a casa cai a culpa é dela. Não pôde deixar de ser a principal responsável pelos filhos, mesmo que os homens ajudem. E, mesmo que tenha conseguido achar uma diarista ótima e um pai perfeito, ela se culpa por não fazer todas essas coisas sozinha e bem, porque um dia, lá nos primórdios, disseram que ela devia ter um marido e cuidar direitinho dele e das crianças. Motivo da infelicidade: culpa.

Quando a mulher decidiu se “libertar”, não sabia que teria que criar seu próprio modelo. Ela vai ser diferente da mãe, da avó, da bisavó. Ser independente é completamente masculino, então, o que fazer? Pegou o homem como modelo. E, ao invés de copiar só o que é bom, copiou tudo. Decidiu ser canalha como o cara que não liga no dia seguinte, só pra não sofrer. Sofrer é coisa de mulherzinha, não se esqueça. A mulher que não sente culpa por abstrair dos assuntos domésticos provavelmente está nesse grupo. Motivo da infelicidade: meninas e meninos são diferentes – e essa história de “todo mundo é igual” é conversa de ativista gay.

Meu ponto de vista é que a mulher não sabe pra onde ir. Não é feliz sendo masculina, não é feliz sendo feminina. Sim, porque ai da moça que hoje chegar em casa e disser “a partir de hoje eu vou ser do lar”. Os amigos ficam horrorizados, o marido desconfia e, bem, a mulher sente culpa por não trabalhar fora e ser independente. Pra não me ater só às mulheres, os homens também não sabem como lidar com essa nova mulher. Mas acho que eles se sentem menos pesados ao saber que não são os únicos provedores da casa. A mulher aumentou a carga de responsabilidade dela e aliviou a masculina.

Mulher não é feliz só tendo sucesso na vida profissional, não é feliz só sendo uma perfeita dona de casa e, quando tem as duas atividades, a probabilidade de ter um nível de satisfação razoável nas duas é quase nula, porque, ainda por cima, homo sapiens fêmea invocou de ser detalhista e perfeccionista.

Esse negócio de liberação feminina até pode ser coisa de gente inteligente. Mas, ah, a ignorância é uma benção."

Pronto, é assim que eu me sinto. Culpada, culpada, culpada.

Texto de Leticia Junqueira, extraido do blogger - (http://www.cha-tice.com.br/)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A escolinha

Pensei muito em parar de trabalhar quando o B. nasceu. Tive (ainda tenho..) crises de culpa por não dedicar todo o tempo do mundo para ele. Me senti a mais horrível das criaturas com o simples pensar em deixar meu filho com alguém ou na escolinha – como eu poderia fazer isso ? Ao mesmo tempo, que saudades do trabalho, da correria diária, do almoço com as amigas, de fazer a unha na esquina... culpa, culpa, culpa...

Como conciliar a vida moderna com a maternidade? E se eu parar de trabalhar e virar uma chata? Não nasci pra madame...

Indecisa ainda, decidimos colocar o B. na escolinha aos 6 meses. Rebolei para a licença + férias se estenderem a este prazo. Como trabalho em Ipanema, minha escolha foi trazer meu filho para perto de mim. Pesquisei muito as escolinhas da região até me decidir por uma que tem 5 bebês apenas no berçário.

Tirei 3 semanas para adaptação. Na primeira semana ficamos 3hs na escolinha. Entrava com o B. na salinha e ficava lá no cantinho, para dar segurança a ele quando me procurava com os olhinhos. Pra minha surpresa (e dor...), já no terceiro dia, ele não me procuro mais. Daí pra frente, me colocaram pra fora, pra sala do cafezinho. Na segunda semana ele ficou o horário da manha, enquanto eu passeava por Ipanema. Na terceira ele passou a ficar o dia todo e eu voltei a trabalhar, meu filhote não precisava mais de mim (dor, culpa, dor...). Todo mundo tinha me avisado que a adaptação é mais para a mãe do que para o bebê.

Hoje B. fica na escolinha integral, e adora. Meu coração sossegado, minha culpa só momentos. A escolinha virou uma extensão da minha casa. Estou sempre lá, acompanho o cardápio, a agenda, temos reuniões e conheço todo mundo pelo nome. Vejo no rosto do meu filho a alegria de ver as professoras e os coleguinhas quando chega, e quando vai embora.

O B. é uma criança feliz, sociável, curioso, e o contato com outras crianças faz muito bem ao seu desenvolvimento.
Brincando na escolinha

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Transformem esta forma decadente em... Angelina Jolie??

* Bernardo, 04 meses

Tudo que eu disser vai soar como drama. Talvez seja.

Ando tão cansada que tenho me arrastado pela vida nestes dias. Eu não sou assim. Sou um ser mais animado. Mas ando cansada, precisando dormir uns dias....

Gosto do meu emprego (ou não gosto?).
Definitivamente, não estou me sentindo muito profissional nestes dias. Minha cabeça não para, e não é pensando em serviço.

O transito também não ajuda em nada. Passo várias horas do dia dentro de um ônibus indo e vindo; e depois trancada numa sala na frente deste computador. E Me pergunto: isso tudo vale a pena. Mas preciso da grana.

Só não estou sabendo o que fazer com este ser que prefere ficar em casa, aproveitando o tempo com o bebezinho... Minha cabeça anda um caos, será que voltar de licença maternidade é sempre assim?

Alguma coisa ainda há de restar disso tudo. Espero sobreviver.

Lerê, lerê...