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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Um dia após o outro..

Hoje estou aqui no trabalho, em plena terça feira, com muita saudades dos meus pequenos. Daqueles sorrisos lindos, das mãozinhas me puxando, dos olhinhos brilhando.. de mexer nos pezinhos de chulé e eles reclamarem (os dois reclamam..)

Não existe um meio termo no mundo das mães.

Tem dias em que estou em casa e a única coisa que eu quero no mundo é que eles durmam um pouquinho, de preferencia no mesmo horário, para que eu possa fazer algumas coisas. Ou durmam simplesmente para que eu possa assistir um filme que não seja Pepa Pig ou Vingadores. E talvez ler um livro.

Tem horas que eles dormem e eu me sinto com muitas saudades deles, ou de um deles que estiver dormindo. E me sinto absurdamente vazia sem eles. Com saudade das conversas com o Be, que me faz deitar do seu lado e acorda – lo para brincar, ou coçar a orelha, para ficar abraçadinhos no sofá assistindo desenhos animados. Ai tem o Biel, que quando dorme a casa fica vazia, sem seus passos de ‘bebinho” correndo para todos os lados, sem seus risinhos infantis, e eu olho para ele dormindo e meu coração enche de amor, e vou dar cheiros intermináveis naquele serzinho gorducho.

Eu queria ter mais tempo, mais energia, disposição e paciência para eles. E queria que eles entendessem que sou apenas mais uma tentando acertar. Queria dizer que as vacinas vão doer, mas eu vou estar lá. Queria dizer que vou estar com eles sempre. Queria ter menos sono e mais noites abraçadas.
  
Mais tem dias em que sou simplesmente uma mulher comum, com muitas preocupações, cansada, tentando fazer tudo ao mesmo tempo, e sem a encantadora sabedoria das crianças.


Espero que eles entendam que fiz o meu melhor, ou tentei.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Somos quatro, somos fortes - onde esta o papai??

Hoje passeando pelos blogs vi um tema que muito me interessou  no Macetes de Mãe - como voltar a ter a vida a dois depois que se  é trés (no meu caso somos quatro mais a babá...)

Quando nasceu o primeiro filho, o marido passa para segundo plano naturalmente. E o filho vai crescendo e as coisas vão caindo no lugar, e eis que - vem o segundo filho. O marido, naturalmente, passa para o terceiro lugar, ou quarto, nem sei mais...

As dicas do blog Macete de Mae sao simples, obvias como ela mesmo diz, mas que eu preciso colocar em pratica, urgente 

Aproveitar o tempo que o bebê dorme: sim! Essa é a mais simples e óbvia de todas. Assim que o bebê dormir, aproveitem para se curtir a dois. Nessa hora, dá para curtir o maridão sem peso na consciência e até preparar alguma surpresinha simples: preparar um jantar que ele gosta, pegar um filme para verem juntos, tomarem um vinho, blá, blá, blá…
Redescobrir programas que vocês gostam de fazer a dois: eu adorava ir ao cinema, só que com um filhote em casa isso ficou mais complicado. A alternativa foi começarmos a ver filmes e séries em casa. Aí, continuo fazendo algo que gosto só que de uma forma um pouco diferente. O mesmo vale para jantares. Se vocês gostavam de sair para jantar fora, que tal agora pedir algo e comer em casa mesmo ?
Criar uma rotina do casal: antes de termos filhos sempre ouvimos que não podemos cair na rotina. Pois eu digo: depois que os filhos chegam, o que temos que fazer é justamente criar uma rotina. Precisamos fazer isso para não corrermos o risco de simplesmente esquecermos de fazer coisas a dois, só envolvidos com o filho. Aqui, temos a rotina de ver filmes ou seriados toda sexta à noite e, aos sábados, sempre que dá, chamar alguém para jantar conosco. Assim, nos divertimos sem atrapalhar o sono tranquilo do Léo (séries se encaixam perfeitamente nessa dica. Pois como elas são longas e viciantes elas ajudam a criar essa tal rotina).
Aproveitar toda e qualquer ajuda: feliz de quem tem avós morando perto. A minha mãe mora no RS, mas minha sogra a poucas quadras da minha casa. Sempre que temos algum evento especial à noite, o Léo é despachado para lá e pegamos ele quando retornamos ou só no dia seguinte. Assim, saindo para fazer programinhas gostosos e da nossa antiga vida pré-filhos dá uma suuuuuupppperrrr animada na vida a dois. Super indico! Ah, e é claro que os avós amam!
Contratar ajuda de confiança: quem não tem avós para contar, ou prefere não ter o trabalho de tirar o pequeno de casa, pode recorrer à ajuda de uma pessoa de confiança (a famosa babá ou folguista). Super vale a pena, de vez em quando, nós mães nos despreendermos um pouco dos filhotes e aceitarmos deixá-los aos cuidados de outra pessoa, desde que seja alguém que eles não estranhem. E melhor ainda se a pessoa puder ficar no dia seguinte até mais tarde, para vocês descansarem da noite anterior. :-)
Viajar: viajar a dois! Esse é um marco pós filhos que eu tenho que confessar que ainda não tive coragem de colocar em prática. Sou meio neurótica e acabei estabelecendo alguns prazos mentais para a realização de algumas coisas marcantes, como a primeira vez do Léo dormir fora de casa ou a primeira viagem só do casal, e o tempo dessa segunda ainda não chegou.
Cuidar de VOCÊ para poder cuidar de VOCÊS dois: bom, essa é uma dica que passo adianta por total experiência pessoal. Toda vez que eu cuido melhor de mim, fazendo coisas que me fazem bem e que eu curto, eu consigo cuidar melhor de nós (de mim e do marido). Fico mais leve, mais feliz, mais tranquila e mais satisfeita e isso reflete na relação a dois. E cuidar de mim/você significa fazer o que se gosta ou o que se faz necessário, como praticar exercícios, começar uma dieta , voltar a estudar, voltar a ler mais… enfim… qualquer coisa que te dê prazer e bem estar. Você se sentindo melhor, mais leve e realizada, o resto as relações como um todo se equilibram.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

6 Meses depois...

E Seis meses se passaram - neste momento faço o caminho de volta para o serviço, depois de ter passado 6 meses da minha vida dedicada a outras vidas - quando se tem 2 filhos nem dá para falar que foi dedicado apenas ao recém nascido...

Poderia dizer que passou voando, e tanta coisa aconteceu que realmente meio ano foi pouco tempo - e muito tempo se pensar que com Bernardo não tive o privilégio de ter 6 meses para cuidar do meu bebe. 6 Meses é muito tempo, e muito pouco tempo também,

Em 6 Meses...

- Vi e senti a emoção do nascimento do Gabriel, um bebe muito esperado e desejado
- Vi o nascimento de um irmão e o amor incondicional que une agora Bernardo e Gabriel
- O Nycko nos deixou, ele foi embora exatamente quando Gabriel chegou.
- Amamentei meu filho exclusivo no peito



- Arrumei e desarrumei meu armário
- Não dormi o tanto que eu queria, mas tive tardes gostosas de preguiça junto dos meninos
- Assisti Fátima Bernardes todos os dias
- Coloquei mais uma cadeirinha na minha bicicleta rosa, para levar 2 crianças para passear
- Assisti a Copa das Confederações no Brasil



- Desenvolvi uma grande paixão pela corrida e pela alimentação funcional.
- Conheci desenhos animados que nem sabia que existia
- Vi o Gabriel sair de recém nascido para bebezinho.
- Fui a BH, MOC e Jequitai com as crianças
- Fiquei bem morena e voltei a ser loira.
- Fiquei muito tempo no facebook, mais tempo do que devia



- Emagreci os 9 kg da gravidez e mandei mais 3 pro espaço
- Me viciei em Candy Crush
- Aproveitei muito da companhia da minha mãe
- Levei e busquei o Bernardo na escola todos os dias
- Dei a primeira papinha para o Gabriel
- Fiz novas amigas e passei boas tardes com as antigas


- Fui mãe, mãe, mãe. Que coisa fantástica.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

As 50 coisas que a gente só entende depois que vira mãe

Encontrei este post hoje no blog Macetes de mãe e tive que copiar , adorei!

As 50 coisas que a gente só entende depois que vira mãe

  1. Por que o salto alto não sai do guarda-roupa
  2.  Por que a mini saia e os vestidos perigosos vão juntos com ele
  3. Por que ficar em casa, num sábado à noite, pode ser o melhor programa do mundo
  4. Por que ver o filhote comer um pratinho cheio faz qualquer mãe ganhar o dia
  5. Por que algumas famílias tem babá
  6. Por que algumas mães abandonam carreiras promissoras
  7. Por que nossas mães sempre foram tão preocupadas
  8. Por que todos sempre repetiam o mantra "aproveite para dormir agora, aproveite para dormir agora"
  9. Por que alguns amigos mudam depois que os filhos nascem
  10. Por que nenhum sentimento se compara ao amor de mãe
  11. Por que todo mundo torce tanto para os três primeiros meses passarem logo
  12. Por que as prioridades mudam (e radicalmente)
  13. Por que você pensa duas vezes antes de tomar um porre
  14. Por que sempre dizem que a gente esquece (a dor do parto, a parte difícil, etc...)
  15. Por que passamos a ver o mundo de outra forma
  16. Por que parece que toda mãe é nossa amiga íntima, cúmplice, confidente
  17. Por que juramos não ter outro e, quando vemos, estamos grávidas
  18. Por que passamos a ter medo de tudo
  19. Por que passamos a ser mais corajosas
  20. Por que dormir vira o melhor programa do mundo
  21. Por que uma viagem de um final de semana pode se tornar uma epopéia
  22. Por que falar sobre cocô é tão natural quanto falar sobre o tempo
  23. Por que a gente pensa duas vezes antes de aceitar qualquer convite
  24. Por que ir ao supermercado pode ser o programa do mês
  25. Por que algumas mães optam por dar chupeta (sem pestanejar)
  26. Por que acordar às 8h da manhã é motivo de comemoração
  27. Por que tomar café da manhã na rua se torna o programa da família
  28. Por que os gastos do supermercado e da farmácia praticamente dobram
  29. Por que a decoração da casa muda
  30. Por que tem tanta mãe lendo tanto blog
  31. Por que ler um livro inteirinho vira meta de ano novo
  32. Por que o tempo começa a passar ainda mais rápido (muito, muito, muito mais rápido)
  33. Por que muitas mães preferem usar roupas confortáveis
  34. Por que maquiagem e cosméticos ficam esquecidos na gaveta (pelo menos por um tempo)
  35. Por que, muitas vezes, não dá tempo nem de ir ao banheiro
  36. Por que a gente sente as dores do mundo com ainda mais intensidade
  37. Por que ir ao salão de beleza vira evento social
  38. Por que os gastos e investimentos mudam
  39. Por que saem os esportivos e entram os espaçosos (estamos falando de carros. ok?)
  40. Por que a até a personalidade da gente muda
  41. Por que a família passa a ser ainda mais importante que já era
  42. Por que o nosso corpo muda, mas a nossa alma muito mais
  43. Por que amamentar, nem sempre, é tão fácil quanto parece
  44. Por que um simples sorriso muda nosso dia
  45. Por que mãe e pai tiram tanta foto
  46. Por que dizem que maternidade é igual a video game
  47. Por que você vai se ver fazendo coisas que jamais sequer sonho
  48. Por que muitas mães voltam a ser criança
  49. Por que outras mães crescem tanto
  50. E, por fim, por que todo mundo sempre diz: aproveite agora, pois você vai sentir falta (e muuuuuiiiiiiiiittttto !).

sábado, 11 de maio de 2013

Feliz Dia da Mães !!

Ser mãe é um grande presente de Deus. Realmente só sabemos o que é isso apos acontecer.


Hoje tenho uma certeza, de tudo que vivi até hoje NADA se compara a ser mãe do Bernado, e agora o Gabriel esta a caminho. Amo meus meninos.Um simples sorriso do Bernado faz toda minha existência valer a pena. Só posso hoje agradecer muito a Deus por esta dádiva.


Estou com 35 semanas agora e as coisas estao andando bem. O Be esta sendo um grande companheiro nesta nova jornada e tem me deixado muito feliz. Ele sempre se refere ao irmao com felicidade e expectativas boas, tenho certeza que vao ser grandes amigos.

 
Grávida me sinto poderosa, sexy, segura.
I have power!

Um Feliz Dia das Mães para todas nós !

terça-feira, 19 de março de 2013

Tática do "Sorriam e Acenem"

Achei no blog esperando Alice a tática do Sorriam e acenem dos pingüins de Madagascar e CRT+C / CRT+V para este blog.

ADORO!!! No filme Madagascar, tem um grupo de pingüins que querem, desesperadamente, fugir do zoológico. A tática deles pra conseguir isso é cavar um túnel. Enquanto uns cavam, os outros ficam do lado de fora, sorrindo e acenando para o público, que adora a exibição. Assim eles disfarçam o que realmente estão fazendo e parecem agradar as pessoas.

O que isso tem a ver comigo? Já faz um tempo que tenho utilizado essa tática. Durante toda a gravidez ouvi todo tipo de conselhos, e agora, como mãe, sempre tem pessoas bem intencionadas que querem dar conselhos sobre a educação, horários e vida do nosso filho, como somos malvadas deixando nosso bebê chorar pq tá na cara que ele está com fome/sede/frio/calor, ou seja lá mais o que for .

Então, nessas horas, tire o sorriso do bolso e balance levemente a cabeça para cima e para baixo. Sinta-se pingüins de Madagascar. Enquanto isso, repasse mentalmente a lista das 1001 coisas que você ainda quer fazer nesta vida, , ou seja, coisas que realmente importam.

Essa tática foi desenvolvida especialmente para preservar a sanidade mental das pobres mães. Eu recomendo!!

Fonte: Google
Ter um filho é emocionante, surpreendente, maravilhoso, apavorante, irritante, desesperador e muito divertido... às vezes tudo isso de uma vez só, em menos de cinco minutos!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

20 coisas que não te contaram antes de ter um filho..

Recebi de uma amiga no facebook e resolvi compartilhar, não sei quem escreveu o texto mas é bem bacana, vale ler.

20 coisas que não te contaram antes de ter um filho!

1) Não sonhe que você vai vestir seu jeans 38 saindo da maternidade. Sai o nenê, mas a barriga fica. Uma barriga tipo de 6 meses;

2) Seu corpo demora 12 meses pra voltar mais ou menos o ...que era antes, a não ser que você seja prima da Gisele Bundchen ou da Heidi Klum (tem treta nisso, não é possível!);

3) Você sabia que você fica menstruada quase UM mês depois do parto? Eu não sabia! Leve um mega-super-power modess pra maternidade…e é punk!;

4) Cesárea é uma cirurgia, você precisa sim de ajuda ao chegar em casa. Não fica achando que vai ser tranquilinho não….deixa a galera ajudar;

5) O seu pé vai crescer, 1 número! (Ou diminuir, como foi o caso meu!)

6) Seu cabelo vai cair muito, e depois vai nascer uma franjinha…uns arrepiados…só com progressiva amiga!

7) Você NUNCA mais vair dormir como já dormiu um dia…isso é real!;

8 ) Seu peito é pequeno? Espera pra ver depois de amamentar…fica negativo…ahuhauhauha;

9) Se for cesárea você vai perder a sensibilidade na região do corte, ou melhor, na macrorregião…eu tive 3…faço depilação rindo…não sinto nada! Não sei se foi só comigo…

10) Marque dia e hora pra namorar o seu marido…ou melhor…pra pelo menos conversar…Aaaa…não se assuste…bye bye libido…ahuahuhaua…Acontece com mais de 80% das mulheres (explica beeeem pra ele!);

11) Enfermeira…bom, se você já sofre com empregada…se prepara!;

12) Dê chupeta pro bebê o quanto antes…por mais que o seu pediatra não deixe…se demorou…ferrou!;

13) Amamentar é lindo, ótimo e muito prático! Mas você vai sofrer muuuito pra chegar nesse ponto. Não desiste, tem uma luz no fim do túnel, juro!;

14) Você vai chorar muito (parte 1) depois que seu primeiro filho nascer: de desespero! “O quê que eu fui inventar?”…mas passa!;

15) Você vai chorar muito (parte 2) depois que seu primeiro, segundo ou terceiro filho nascer: de cansaço físico!…mas também passa!;

16) Sua empregada VAI pedir demissão. Isso é fato! Ou quando você engravidar, ou assim que você chegar da maternidade com a pança rasgada…ahuhauhauhuaha….;

17) A pessoa que você vai querer do seu lado o tempo todo? A sua MÃE!;

18) Aaa…você demora um tempo pra se entender como mãe, ok? Não fica na nóia, calma! É muito sentimento novo junto!;

19) Você vai ter muuuito medo de dar o primeiro banho sozinha. Mas passa também…tome coragem, o bebê É SEU!

20) Você nunca imaginou que poderia existir um AMOR tão forte, tão intenso e tão gigante como é o amor que você sente pelo seu bebê. Como é que você existiu esses anos sem ter esse bebê??? Era vida aquilo? Por isso a gente esquece TODOS esses 19 itens acima e tem outro filho, outro, outro….

domingo, 13 de maio de 2012

Ser mãe é uma grande aventura

Sem sombra de dúvidas, das inúmeras aventuras que eu vivi até hoje ser MÃE é uma das mais complexas, gratificantes e difíceis.

E olha que não foram poucas as aventuras que eu fiz - andei em cavalos bravos, escalei montanhas, desci em cachoeiras, pedalei por ai a fora.



O nascimento do meu filho veio na hora certa, quando meu "urso" interior já se encontrava domado, pronto para encarar esta aventura incrível que é a maternidade - e afilha, ter um filho é emocionante, surpreendente, maravilhoso, apavorante, de tirar do sério e muito divertido... às vezes tudo isso de uma vez só, em menos de cinco minutos.


Feliz dia das Mães para todos nós!




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Parto do Bernardo

Bernardo veio ao mundo na manha de 16 de Novembro de 2009, uma segunda feira, por meio de cesariana, pelas mãos da obstetra mais fofa que Deus colocou na minha vida, Ana Paula, na Perinatal de Laranjeiras. Naquele dia eu completava exatamente 38 semanas de gravidez.


Quando descobri que estava grávida me planejei para um parto normal. Lembro que vi na internet sobre o parto dos gêmeos da Fernanda Lima e tive certeza que eu também conseguiria, inclusive fiz pilates e exercícios com a bola em toda a gravidez, me preparando. Mas as coisas não são sempre como planejamos.



Posso dizer que tive uma gravidez tranquila, no meu ponto de vista hoje, mas não foi bem assim. Com 26 semanas descobri que tinha Diabetes Gestacional, conforme já relatei aqui e aqui. Encarei a Diabetes com seriedade e fiz todo o tratamento com insulina e dieta com disciplina de quartel. Nunca reclamei ou choraminquei - mas deixei alguns surtos de choro dentro do box do meu banheiro, sozinha.


Eu queria ser forte, por meu filho, por meu marido, por mim. E então soube que provavelmente meu parto não seria normal. Não fiquei nada chateada, o foco SEMPRE foi o Bernardo vir ao mundo sem risco para ele. Era tudo o que me importava, confesso que nestas horas nem na gente pensamos.



Com 32 semanas de gravidez fui fazer um exame para ouvir o batimento do Bebê e ouve uma alteração no exame - descobrimos então que o Bernardo estava com uma várias voltas do cordão no pescoço e as vezes se enforcava "brincando" com o cordão. Entrei em pane na hora e não teve que me acalmasse, queria o meu bebê fora dali no primeiro dia possível.



Deste dia em diante, fiz o exame de Cardiotocografia fetal durante 30 minutos TODOS os dias até o parto, vejam ai meu nível de stress, ficando olhando aquele gráfico e esperando algo acontecer..

Com tudo, minha Cesaria foi feita de forma muito tranquila. Me internei, fomos para o centro cirúrgico, um anestesista (Dr.Edu) que foi um amor e a mão amiga da minha médica anjo o tempo todo comigo.



Bernardo nasceu de manhã, no mesmo dia a noite eu já estava andando pelos corredores do hospital, dois dias depois fui para casa e pude cuidar do meu filho sem grandes restrições, com 15 dias já estava de sling pela rua. Sempre olho minha cicatriz no espelho e penso nela com um sorriso, e devolvo este sorriso para ela. Ela é minha marca que eu consegui. - minha médica já puxou minha orelha que eu devia ter cuidado melhor para não ficar uma tira grossa como ficou, mas afirmou que vamos cortar no mesmo lugar no próximo parto, então tenho outras coisas para pensar e, alem de mim, só meu marido vê mesmo e também acha que é um sorriso :)



A relação entre a paciente X Médico tem que ser de confiança, acredito que a melhor maneira de um bebê nascer é a que for mais segura para ele, e para você também, afinal, este é um momento de vocês, SEMPRE, cada experiência é única.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

I have power !

Houve um tempo em que ter filhos não fazia parte dos meus planos. Mudei de opnião quando conheci o Wagner, nele encontrei um parceiro de vida e resolvemos construir uma família juntos.

Eu tomava injeção de anticoncepcional (Mesigyna) desde sempre, e parei depois do casamento, achando que logo ia ser uma linda e enorme grávida. Ledo engano, as coisas nem sempre funcionam assim.

Fiquei 1 ano esperando, tentando, pensando, e nada, nem sinal de gravidez. Procurei uma médica e muitos ultrassons depois constatamos que eu não tinha ovulação. Para tudo, sem ovular como ter um filho? E ainda tinha o fator idade pesando.. Eu e Marido conversamos e decidimos que nosso limite era uma ligeira ajuda a natureza, se não viesse assim seriamos um casal sem filhos. Pausa aqui - É MUITO importante nesta hora ter do seu lado alguém que te ame de verdade para não se sentir menos mulher quando acha que não pode gerar filhos. Soube naquele dia que nosso amor era maior, pois mesmo sem filhos ele estaria do meu lado. )

Fizemos 03 ciclos de Clomid e nada, nem um ovuluzinho para dar esperança.. Fiz um exame horrível (achei Horripilante mesmo..) para examinar as trompas e verificaram algo errado na trompa esquerda, que alem de torta parecia entupida, foi bem chato.
Aconteceu nesta época nossa mudança para o Rio de Janeiro, e entrou na minha vida a pessoa que iria fazer diferença, minha amada médica Ana Paula, (de quem me despeço esta semana pois esta indo para uma temporada fora do país). Foi ela que me abraçou, acolheu e disse que não era nada, que eu acreditasse, que a gente ia resolver isso rapidinho. Juntas resolvemos usar uma injeção chamada Gonal, e para nossa felicidade apareceu um único e lindo óvulo, só que no ovário esquerdo, aquele da trompa problemática, e veio a gravidez, do meu fofo Bernardo - não é incrível ?? I have Power!

E assim eu me encontrava, feliz da vida com meu filhote com 1 ano e 9 meses, quando descobri que - estava GRAVIDA de novo ! E desta vez naturalmente! I have Power !!

Infelizmente perdi o bebê a uns 20 dias, mas estou feliz por saber que eu POSSO gerar um filho. Um não, DOIS!, Ou três, ou mais... quantos eu quiser, e isso é incrível!

A vida é assim, precisamos levar o melhor como lição e continuar, por que somos seres únicos e muito poderosos, basta acreditar!




quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Abra suas Asas

Pensando na minha infância, fui uma criança bem livre, mas com muito limite. Sempre. Como nasci em cidade pequena, brincava muito na rua, dormia e passava de semana nas fazendas das amigas, viajava com os primos.

Mamãe sempre colocou muito limite nas nossas vidas, mas deu asas para voar, tanto que aos 17 já fazia cursinho em outra cidade e aos 20 mudei sozinha para o Rio de Janeiro.

Hoje imagino o que ela não passou. Dar asas aos nossos filhos não é uma tarefa fácil, mas é preciso. Como ver o B cair e esperar que ele levante sozinho, e oferecer um beijinho. Ou ver meu filho que ainda não fez 2 anos subir em um Jacaré inflável ENORME junto com varias crianças maiores e se jogar la de cima rindo (como isso pode ser normal??). 

B entrou na fase do sozinho, e tenho que respeitar isso, deixar que ele teste seus limites e o que consegue fazer sozinho. E nem sempre é fácil, por que toda mãe tem suas neuroses e quer proteger o filho.

Tem um post lindo sobre isso no blog Conselhos de Mãe, vale a pena ler! 


"Dê a seu filho raízes. Mais tarde, asas.” Provérbio judaico

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Yes, existe vida pós maternidade

O Bernardo esta completando 1 ano e 9 meses e agora posso dizer que voltei a respirar e olhar para a vida ao redor. Sim, existe vida pós-maternidade. Meu filho não é mais o centro do meu universo, mas parte dele, como é parte de mim e da nossa pequena família.

Não quer dizer que eu o ame UM milímetro a menos, mas estou aprendendo a dosar melhor o turbilhão que a maternidade trouxe para nossa vida. Confesso que andei meio louca, um tanto quanto dramática ou afetada e muito chata de galocha.

Yes, agora eu posso:

  • Dormir uma noite inteira com os pezinhos entrelaçados sem acordar sobressaltada a cada minuto para ver se o B estava respirando; 
  • Passar uma manhã de sábado no salão;
  • Tomar um banho demorado;
  • Levar o sobrinho ao cinema para assistir Harry Potter em 3D;
  • Arrumar um armário com uma “ajudinha”extra do pequeno;
  • Ir a jantares na casa dos amigos;
  • Coçar o Nycko preguiçosamente na cama enquanto todos assistimos Backyardigans;
  • Comer uma pizza com o marido no meio da semana, sem culpa e sem hora de voltar para casa;
  • Almoçar em um restaurante sem ficar suja de leite ou suco; 
  • Ir na academia ao acordar e chegar a tempo de tomar café e levar o pequeno no colégio,
  • Andar de bike pelas ruas com o filhote;



E devagarzinho a tal maleditta culpa materna vai deixando este corpo (junto com as gordurinhas, projeto verão na área) e me enxergo novamente. Malhação, dieta, muitas doses de Valeriana, e muito, MUITO amor. A vida é uma só.

Ser mãe é MARAVILHOSO, mas dá um trabalho...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mães!

Não era o post que eu ia colocar hoje, mas quando visitei a casinha da Ju hoje e vi este texto lindo, me identifiquei taannto e fiquei tão emocionada que avisei que iria copiar e colar aqui. Leiam, vale cada minuto de sua atenção...



Mães!

"Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.

- Nós estamos fazendo uma pesquisa- , ela diz, meio de brincadeira. - Você acha que eu deveria ter um bebê?
- Vai mudar a sua vida - eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
- Eu sei - ela diz - nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas...

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável. Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor roupa sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro. Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida - não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra. O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas. Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos. Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

- Você jamais se arrependerá - digo, finalmente.

Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado que é ser Mãe."

* Texto de Kk Dalzoto, extraido do blog da Ju

sábado, 21 de maio de 2011

Sobre o Filme Lembranças

Estava assistindo a um filme agora (Lembranças) e pensando em um dos meus maiores medos - não ver meu filho crescer. Ai me dá uma agonia, vontade de escrever tudo o ainda quero falar com o B, tudo que espero para o futuro dele.. e me obrigo a parar a lembrar que, estando aqui ou não, preciso deixar que o B tome suas próprias decisões.

Não posso projetar em meu filho meus sonhos, minhas vontades, meus desejos. Tenho que deixar que ele tome seu caminho, tenha suas idéias, escolha seu destino.

Isso é viver, e ser livre.



MEU FILHO


Eu lhe dei a vida, mas não posso vivê-la por você.
Posso ensinar-lhe muitas coisas, mas não posso fazer com que aprenda.
Posso ensinar-lhe o caminho, mas não posso estar lá para indicar-lhe.
Posso dar-lhe liberdade, mas não posso ser responsável por ela.
Posso levá-lo à Igreja, mas não posso fazer com creia em Deus.

Posso ensinar-lhe a distinguir entre certo e errado, mas não posso decidir por você.
Posso comprar-lhe roupas lindas, mas não posso fazer com que fique bem nelas.
Posso oferecer-lhe um conselho, mas não posso aceitá-lo por você.
Posso dar-lhe amor, mas não posso forçá-los a amar.

Posso ensinar-lhe como ser bom, mas não posso forçá-lo a ser bom.
Posso avisá-lo sobre seus amigos, mas não posso escolhê-los por você.
Posso contar-lhe sobre fatos da vida, mas não posso construir a sua própria reputação.
Posso avisar-lhe sobre o mal que a bebida acarreta, mas não posso dizer não por você.

Posso avisá-lo sobre as drogas, mas não posso impedi-lo de usá-las.
Posso falar-lhe sobre metas a serem alcançadas, mas não posso alcançá-las por você.

Agora é sua vez de agir.
Texto do Amor Exigente

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bernardo, meu pequeno ursinho

BERNARDO

Origem: GERMÂNICO
Significado: BRAVO COMO UM URSO, SOLDADO VALENTE

Desde que anuncie aqui o nome do meu filhote vinha ensaiando uma ida ao tatuador para eternizar na minha pele uma homenagem ao meu pequeno.

Esta semana fui ao Studio do Kiko Tatoo na barra e fiz minha nova tatoo - um ursinho para o Bernardo. Eu sei que tinha dito que daria um tempo nas tatuagens ou que não faria mais - mas eu adoro tatuagem, e o B merece!


O desenho original

A Tatoo pronta.

sábado, 7 de maio de 2011

Ser Mãe

Ser mãe é a maior responsabilidade que uma mulher pode ter em sua vida.

O nascimento do Bernardo transformou a minha vida, minhas prioridade mudaram, eu mudei. O mais importante para mim é ser a melhor mãe possível para meu filho. Me tornar mãe foi a experiência mais gratificante de minha vida.

Posso dizer verdadeiramente que conheço o amor incondicional, e me sinto mais proxima da minha mãe do que nunca.


Fui abençoada por ter uma mãe maravilhosa, que me deixou trilhar meu próprio caminho. Tivemos nossas rusgas, claro, mas ela sempre respeitou minha posição. Minha mãe foi meu exemplo e eu serei para sempre grata a ela. Obrigada mãe!

Feliz Dia das Mães para todas nós!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ter filho ..

Ter filho é difícil, sim. Cansa, sim. Dá trabalho, sim. Mas existem centenas de motivos para, ainda assim, valer a pena ser mothern. Aí vão alguns deles:


. para ver seu corpo mudar de forma e gerar outra pessoa
. para ser a pessoa mais importante na vida de uma criança;
. para deixar de ser criança;
. para descobrir que a sua capacidade de amar é muito maior do que você imagina;
. para entender melhor a sua mãe;
. para ouvir alguém te chamar de mãe;
. para ver de perto uma criança crescendo;
. para ficar mais generosa;
. para o seu casamento passar por uma prova de fogo;
. para mudar de prioridades;
. para comprar o enxoval;
. para escolher o nome;
. para ver alguém bem parecido com você;
. para descobrir seus dotes de cantora, atriz e fotógrafa;
. para alterar completamente seu relógio biológico;
. para não passar o domingo vendo televisão;
. para parar de se preocupar com a arrumação da casa;
. para ver seu peito dar leite;
. para viver a experiência de quem pôs silicone, sem passar pelo bisturi;
. para encher a casa;
. para parar de encher a cara;
. para ir ao zoológico;
. para se interessar por livros infantis
. para assistir desenho animado sem culpa
. para fazer novos amigos;
. para conhecer a pessoa mais linda que você já viu no mundo;
. para conhecer o Bernardo.



Texto do blog Mothern ( http://mothern.blogspot.com/)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tempo amigo, seja legal..

"Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei pra você correr macio"...

Ando sem tempo. A velha historia de sempre, eu sei. Com um bebê de 10 meses em casa como encontrar tempo? Queria que eu pudesse plantar tempo, e ele dar em arvores como amoras em dias ensolarados. Mas não. Preciso reinventar o dia para tudo dar certo. E tenho que contar com o tempo.

"Tempo, tempo, tempo mano velho, Tempo, tempo, tempo mano velho.."

Meu dia começa cedo. As 6:00hs o despertador toca, levanto, me arrumo, e levo o cachorro para passear. Quando volto o B. está brincando com o pai. Arrumo meu bebezinho, cuido do cachorro, marido pega nossas mochilas (minha, dele e do B.) e saímos para a viagem diária em direçao a Ipanema, onde B. vai para a escolinha e nós dois trabalhar.

O dia passa. Trabalho, almoço, trabalho. Gasto parte do meu almoço da semana fazendo unha, cabelo (só tenho tempo para lavar o cabelo no salão ultimamente), pequenas compras, dentista, telefonemas, etc..

18:00hs - Pegar o carro, buscar o B. na escolinha. Beijos, abraços, viagem para casa. Quando chegamos vamos direto brincar um pouquinho, carinho para o Nycko, ceia para o B., banho e fazer dormir. Marido chega. Com o B. já dormindo vou tomar meu banho, fazer um lanchinho para nós dois, ferver mamadeiras, preparar as mochilas para o dia seguinte, passar o olho na TV. Fim do dia, ufa...

"Tempo amigo seja legal Conto contigo pela madrugada Só me derrube no final..."

Queria mais tempo. Pra mim e para meus garotos...

Enquanto isso no parquinho o B. se diverte a beça!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A fralda é justa, mas o riso é froxo

Quando uma criança nasce, muda tudo. Principalmente quando ela nasce na sua casa... Muda sua vida, mudam as prioridades, muda seu orçamento, muda a forma como você é visto na sociedade. (Ou malvista.) As regras de etiqueta que pautavam sua vida até então esbarram num limite concreto – um limite de mais ou menos 50 centímetros que não pára de chorar. Todas as certezas que você tinha até esse dia (se é que tinha alguma) vão por água abaixo junto com o conteúdo de fraldas sujas. O mundo passa imediatamente a girar em torno do umbigo ainda não curado do seu bebê.

Pensando assim, e curtido a beleza e as amarguras deste novo mundo, acabei de me apaixonar por uma nova série: Mothern, que passa na NT e no canal Viva. E me tornei leitora do Blog tambem, que adorei, e dei ctrl+C/Ctrl+v no texto abaixo:

Dinheiro, pra quê dinheiro?
Dinheiro pra comprar umas roupas novas porque as suas já não cabem mais. Dinheiro pra comprar berço, chupeta, móbile e carrinho. Pra pagar o parto, a babá, os remedinhos, os algodões. A cadeirinha para o carro, a cadeirinha pra comer, as roupas e os sapatinhos que se perdem a cada mês. Pra pagar a escolinha, o material, a excursão, a natação.



Filho, pra quê filho?
Filho pra descobrir que você pode viver com bem menos do que imaginava. Pra se descobrir consumista-para-o-outro. Descobrir que aquele sapato fofo e carésimo pode ficar para o mês que vem. Ou pra nunca. E tudo bem também. Filho pra mudar de prioridades. Pra pensar mais pra frente. Pra fazer contas que você nunca se imaginou fazendo. Pra cortar supérfluos. Pra concluir que ter filho custa muito dinheiro sim. Mas, ora, dinheiro? Pra quê dinheiro?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O fim da licença maternidade

* Bernardo, 04 meses

Minha licença maternidade chegou ao fim e aqui estou, de volta ao trabalho, a vida social e ao blog.

Voltar é assim, confuso. Você está em casa e quer estar trabalhando, esta trabalhando e quer estar em casa. O Coração dividido, assustado. Uma saudade enorme que se alastra pelo corpo e uma felicidade grande de ver as pessoas e o mundo de novo se misturando em uma grande... confusão.

Mas é bom ver as pessoas de novo. Lembrar de suas responsabilidades. Poder almoçar sem parecer peão de obra. Vestir suas roupas (eu tinha virado a mulher calcinha..), arrumar o cabelo que não seja em um coque ou rabo de cavalo, fazer as unhas, conversar com as amigas.

E principalmente chegar em casa e ser recebida por aquele sorriso desdentado lindo de um bebê que está seguro e feliz. Não tem preço.

No final, tudo vai se encaixando.