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terça-feira, 7 de maio de 2013

34 Semanas de gravidez e a diabetes gestacional

Completei 34 semanas de gravidez e continuamos na batalha da Diabetes Gestacional.


Minha dieta continua basicamente a mesma, com algumas colheres de arroz integral a mais, sendo que nãoo ganho peso a 5 consultas mas o bebe continua crescendo bem - Gabriel esta atualmente com 2,100kg e eu com 67kl (meu peso normal é 58kg) - ou seja, ganhei 9 kilos nesta gravidez, igual a do Bernardo.


Todas as taxas estão normais e estamos indo muito bem - claro que tem o cansaço do período, a reforma da casa que esta a todo vapor, berço ainda não montado (Afi, muita coisa sem fazer ainda!) - mas nada que me deixe de cabelo em pé, vamos curtindo um dia após o outro!


A grande diferença entre esta gravidez e a primeira é que tenho mais tranquilidade e conhecimento para tomar as decisões sobre minha alimentação e o que é melhor para o bebê e para mim.




Minha atual dieta:

Café da manhã  - 2 fatia de pão integral (ou 2 torradas integrais) + queijo branco + leite com café
Colação - 1 fruta (geralmente melancia/mamão/melão)
Almoço - Vegetais cozinhos a vontade + 4 colheres de arroz integral + 1 concha feijão + 2 carnes grelhadas (tive que aumentar o consumo de proteina) + 1 fruta sobremesa
Lanche 1 - 01 fruta com yorgute desnatado
Lanche 2 - Sanduba de 2 fatia de pão integral + queijo branco + peito de peru + cafe com leite desnatado
Jantar - Vegetais cozinhos a vontade + 4 colheres de arroz + 1 concha feijão + 1 carne grelhada + 1 fruta sobremesa

terça-feira, 9 de abril de 2013

Diet, Light, diabetes, sucralose.


Com a chegada da diabetes gestacional vem toda uma dieta que tenho que fazer e nem sempre é fácil, tenho que ler os rótulos dos produtos sempre para saber se serve para o meu consumo ou não. E acabei descobrindo que as coisas não são tao fáceis assim.

De acordo com meu endócrino, toda gravida deve usar adoçante de sucralose (derivado da cana), como o Linea e evitar o aspartame, ciclamato e a sacarina.

No caso de sucos, acabado fazendo natural da fruta (sem açúcar) , tomando ADES (bebida a base de soja com sucralose) ou refresco com adoçante.

O que ficou ruim é o iorgute, que fiquei beem sem opção. A maior parte das marcas existentes no mercado se dizem light simplesmente porque usam leite desnatado, raras trocam o açúcar por adoçante. E eu ainda não descobri uma que use sucralose, o que significa que eu não posso tomar iogurte nenhum.

O light então seria aquele produto que, de um modo ou de outro, reduziu calorias. E o diet? Teoricamente, o que é diet não pode ter açúcar. São produtos destinados aos diabéticos. Por isso, nem sempre os produtos diets servem para emagrecer. O chocolate diet por exemplo, é muito mais calórico do que o normal, porque para compensar a retirada do açúcar é preciso aumentar muito a gordura do produto. Não é para emagrecer, é para que um diabético não precise se privar de comer chocolate, como eu fiz nesta pascoa !

Aprendi então que o segredo é ler o rótulo com muita atenção. Fazendo isso descobri muitos pães integrais que não eram tão integrais assim, iogurtes que eu jurava que não continham açúcar tem aspartamente (como o Molico, que eu adoro), que é muito raro achar um suco que use sucralose além do Ades, que apenas o Yogobery Diet usa sacralose ( eba!!) , que não tem sorvete diet de marca nenhuma, e que a Linea tem uma linha de gelatinas e geléias otimas.

Vamos lá, são 7 semanas pela frente agora, força na dieta e viva o DIET!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Enigmas da gravidez

Semana passada durante um exame de Ultrassom com Doppler foi verificado que minha pressão uterina esta acima do percentil 95, que seria o normal. Minha médica disse que não preciso me preocupar ainda, que é uma Luz vermelha de alerta para a gente acompanhar agora.


Com a Diabetes Gestacional e agora pressão ulterina alta resolvi pesquisar na NET o por que de tantas coisas acontecem em uma gestação quando a placenta se desenvolv,e e achei uma entrevista muito interessante no site do 
Dr.Drauzio Varella, onde ele entrevista o Dr.Marco Aurélio Galleta,  que é médico e professor de Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, sobre os Enigmas da gravidez.







" Quando uma mulher espera um filho, imagina que ela é igualzinha à criança que cresce em seu útero. Na verdade, não é bem assim. Quando o bebê nasce, se tirarmos um fragmento de sua pele e enxertarmos na pele da mãe, ela o rejeitará, porque não é geneticamente igual ao filho que concebeu. Metade dos genes da criança foram herdados do pai.


Por isso, o processo da gravidez é complicado: pressupõe o crescimento de um ser geneticamente diferente dentro do útero da mãe que, apesar disso, não o rejeita.

Qual a explicação para ela rejeitar a pele do recém-nascido e não rejeitar o bebê, um organismo estranho que cresce em seu útero? Não o faz, porque existe uma série de mecanismos imunológicos que acontecem no interior do útero feminino com a finalidade de proteger mãe e filho. Esses mecanismos envolvem a placenta, tecido que faz a conexão do feto com a mãe e através da qual há as trocas gasosas e de nutrientes essenciais para o desenvolvimento do feto.

Em alguns casos, porém, essa interação da mãe com a placenta e o feto é desastrosa do ponto de vista imunológico, porque são liberadas proteínas do filho na circulação materna, que provocam uma resposta imunológica da mãe contra os tecidos fetais. Como consequência, muitas vezes a reação imunológica agride as paredes dos vasos sanguíneos, provocando vasoconstrição. Para vencer a resistência dos vasos contraídos, o coração é obrigado a bombear com mais força e a pressão arterial aumenta.

Pressão alta na gravidez, infelizmente, é a principal causa da mortalidade materna."

PRESSÃO ARTERIAL NA GRAVIDEZ

Drauzio – Considera-se 12 por 8 a pressão ideal para a população como um todo. Qual a pressão ideal para uma mulher grávida?

Marco Aurélio GalletaDurante a gravidez, a pressão arterial sofre uma pequena queda no primeiro trimestre, que se acentua no segundo trimestre e volta ao normal no terceiro. Apesar disso, o conceito de hipertensão é o mesmo do que fora da gravidez, isto é, 14 por 9. No entanto, ficou estabelecido que durante a gravidez um aumento acima de 3 cm na pressão sistólica, que é a máxima, e acima de 1,5 cm na diastólica, que é a mínima, significa que a paciente está com hipertensão.

Drauzio – Vamos repetir para deixar bem claro. O critério para as pessoas fora da gravidez é considerar hipertensão a pressão máxima acima de 14 e/ou a mínima, acima de 9. Durante a gravidez, uma mulher que tenha normalmente 11 por 7, será considerada hipertensa se a máxima subir para 14 e a mínima alcançar 8,5, porque houve um aumento de 3 cm na máxima e 1,5 cm na mínima.

Marco Aurélio Galleta - É isso mesmo. Infelizmente não se aplica muito esse conceito em todas as gestantes porque, em muitos casos, não se sabe qual é o nível de base da pressão dessa mulher. Geralmente, ela só nos procura no segundo trimestre da gravidez, quando a pressão já sofreu a queda fisiológica citada. Por isso, aceitam-se 14 por 9 como medidas demarcatórias para diagnosticar a hipertensão. No entanto, é importante ter o cuidado de medir duas vezes a pressão da paciente durante a consulta porque a ansiedade, comum naquele momento, pode comprometer o resultado. Repetindo: considera-se o resultado acima de 14 por 9 em ambas as medidas como indicativo de hipertensão na gravidez.

Drauzio – Por que fisiologicamente a pressão cai no começo da gravidez?

Marco Aurélio GalletaExistem várias explicações. Uma delas é a progressão da placenta que invade o útero e envia algumas projeções para dentro dele. Disso resulta que parte da irrigação uterina escapa para o embrião reduzindo a pressão local e, pelo mecanismo dos vasos comunicantes, a pressão de todo o corpo acaba baixando também. É como se houvesse um roubo no fluxo de sangue.

Existem outros fatores, no entanto. As prostaglandinas, por exemplo, produzidas durante a gravidez, também fazem cair a pressão.

Drauzio – A pressão costuma cair em que momento da gravidez?

Marco Aurélio Galleta - Ela começa a cair durante o segundo trimestre, em geral, no quarto mês de gravidez. Nessa fase, marcada pelo fim das náuseas e o começo da queda da pressão, as pacientes relatam que têm tonturas e não se sentem bem, especialmente quando levantam. Isso é fisiológico e absolutamente normal nesse período da gestação.

HIPERTENSÃO ARTERIAL CRÔNICA, PRÉ-ECLÂMPSIA E ECLÂMPSIA

Drauzio – Qual a magnitude do problema da hipertensão na gravidez?
Marco Aurélio Galleta – No seu conjunto, a hipertensão é a intercorrência clínica mais comum na gravidez. Ela é responsável por 5% a 10% dos distúrbios que ocorrem nesse período, uma incidência relativamente alta que aumenta em alguns grupos específicos. Por exemplo, nas mulheres com mais idade. Pacientes com mais de 35 anos, estão mais sujeitas à hipertensão arterial crônica. Por outro lado, as primigestas e as adolescentes têm mais pré-eclâmpsia.

As duas formas clínicas mais comuns de hipertensão na gravidez são:

1) a hipertensão arterial crônica, quer dizer, a mulher já apresentava hipertensão antes de engravidar, continuou hipertensa durante a gestação e continuará depois dela;
2) a pré-eclâmpsia, uma forma hipertensiva que só ocorre durante a gravidez. Neste caso, quando a mulher engravida, sua pressão, que era normal, sobe. Terminada a gravidez, porém, o problema desaparece. O risco maior da pré-eclâmpsia é o aparecimento de convulsões. A mulher tem convulsões, porque a pressão sobe muito e, como decorrência, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro. Essa é a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
A mortalidade materna, no Brasil, é uma das piores do mundo. Tem até piorado nos últimos tempos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no passado 140 mães morriam para cada cem mil crianças nascidas vivas. Em 1996, essa taxa subiu para 220 mães mortas em cem mil nascimentos. Esses índices se aproximam dos da década de 1950 nos Estados Unidos.

Para ter-se uma ideia da magnitude do problema brasileiro, nos países do primeiro mundo, essa taxa está por volta de cinco ou dez mães por cem mil crianças.

É importante considerar que 75% das mortes por hipertensão na gravidez têm como causas a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia, o que é lastimável, haja vista que em especial a eclâmpsia, uma forma grave da pré-eclâmpsia, é uma patologia que pode ser prevenida desde que se consiga atuar precocemente. Em países do primeiro mundo, volto a mencionar, é raro ocorrer uma morte por eclâmpsia. O diagnóstico é feito durante o pré-natal e evita-se a ocorrência da forma mais grave da doença antecipando-se o parto. Não é preciso esperar as 40 semanas de gestação. Diante da iminência de um quadro grave, interrompe-se a gravidez e a mulher está curada, porque a doença desaparece com a retirada da placenta.

MULHERES VULNERÁVEIS À HIPERTENSÃO
Drauzio – Quais as mulheres que estão mais sujeitas a desenvolver pressão alta durante a gravidez?
Marco Aurélio GalletaA mais sujeita é a primigesta, isto é, a mulher na sua primeira gravidez. Depois devem ser considerados dois extremos reprodutivos da vida: abaixo dos 18 anos e acima dos 35 anos de idade. Além dessas, as mulheres que já estavam com sobrepeso, quando engravidaram, e as que ganharam muito peso durante a gravidez são consideradas pacientes de risco. É importante ainda mencionar que casos de pré-eclâmpsia na família aumentam três vezes a probabilidade de o problema repetir-se em parentes até o segundo grau, embora o risco seja maior nos de primeiro grau. Há, portanto, a influência de fatores genéticos somados a fatores de ordem ambiental.
Drauzio – A classe social também influi?
Marco Aurélio GalletaEsse é um assunto controverso. Hoje em dia, percebe-se que a classe social não é determinante, mas pode pesar em algumas situações: ganho inadequado de peso, pré-natal insatisfatório, estresse psicossocial, etc. A mulher que não conta com uma estrutura familiar equilibrada, trabalha demais ou vive estressada por algum motivo, corre risco maior de desenvolver pré-eclâmpsia.

Alguns trabalhos evidenciam que certas profissões aumentam em até oito vezes o risco da pré-eclâmpsia. Qual seria essa mulher mais vulnerável? Na faculdade de medicina, brinca-se que são as médicas. Trabalham demais, não dormem bem, estão sempre estressadas e pressionadas para resolver problemas. Encaixam-se nessa classificação também as executivas, as profissionais liberais, as trabalhadoras braçais e as mulheres solteiras. Estas últimas apresentam um fato interessante a respeito do qual defendi minha tese de doutorado: a pré-eclâmpsia em adolescentes solteiras. Durante toda a gravidez, a mulher solteira, que não conta com suporte familiar adequado, acaba se envolvendo em grandes preocupações responsáveis pela elevação da pressão arterial o que prejudica a gravidez.

RELAÇÃO ENTRE PRESSÃO ALTA E PRÉ-ECLÂMPSIA
Drauzio – Vamos estabelecer a relação da pressão alta com a pré-eclâmpsia?
Marco Aurélio Galleta - A pré-eclâmpsia se caracteriza pelo surgimento de pressão alta durante a gravidez e é restrita ao período de gestação. A mulher também fica edemaciada (inchada) e apresenta sinais de perda de proteína na urina (nesse caso, a urina faz mais espuma). Esse aparecimento de proteína ocorre um pouco mais tardiamente, mais para o final da doença.
Esse quadro só se manifesta durante a gravidez, após o quarto ou quinto mês. Geralmente, a grande maioria dos casos de eclâmpsia e pré-eclâmpsia ocorre no oitavo ou nono mês. Por isso, é importante que a mulher saiba que não existe alta do pré-natal. Infelizmente, algumas acreditam que por estarem no final da gestação não precisam mais voltar ao médico. Estão enganadas. É no último mês que o risco dessas doenças aumenta e, portanto, é o período em que elas mais necessitam de acompanhamento médico.

Por que razão a pré-eclâmpsia ocorre durante a gravidez é um mistério. Sabe-se que a existência da placenta é obrigatória e que não precisa existir o feto. Na verdade, alguns tumores placentários provocam pré-eclâmpsia sem que haja feto.

ECLÂMPSIA: CARACTERÍSTICAS E SINTOMAS
Drauzio – Se a pré-eclâmpsia pode ocorrer nos casos de tumores placentários, de gravidez intrauterina e extrauterina, provavelmente está diretamente relacionada com a placenta, não é?

Marco Aurélio Galleta – Eclâmpsia é uma palavra que vem do grego e quer dizer convulsão. Hipócrates foi o primeiro a descrevê-la, e o fez muito bem. Portanto, é uma doença conhecida há muito tempo, antes mesmo de se conhecer a hipertensão.

O inchaço pode ser anterior à elevação da pressão arterial. A mulher começa a ganhar mais peso, suas pernas incham e só depois a pressão sobe. Aí está a importância de fazer o pré-natal. O médico irá avaliar se o inchaço é um edema normal da gravidez ou é patológico e irá pedir retornos mais frequentes para acompanhar o caso mais de perto.

Drauzio - E a mulher deve estar atenta a que sintomas durante a gravidez?
Marco Aurélio GalletaEla precisa relatar ao médico se está inchando e suas preocupações a respeito do fato. Ele provavelmente vai querer acompanhá-la mais de perto. É muito importante frisar que algumas mulheres têm hipertensão na gravidez sem sentir absolutamente nada. Isso lhes dá uma falsa segurança. A ausência de sintomas funciona como um alvará para não voltarem ao médico, não fazerem dieta, não tomarem os remédios. Esse engano pode provocar, de uma hora para outra, uma complicação nos rins ou um derrame cerebral.
Drauzio – Hipertensão normalmente é uma doença silenciosa por muitos anos, não é?
Marco Aurélio GalletaExatamente. Na gravidez, podem até aparecer alguns sintomas relacionados, ou não, com a hipertensão. Cabe ao médico identificar a origem e a gravidade desses sintomas. Entretanto, quando a pré-eclâmpsia está evoluindo para a eclâmpsia, a mulher sente dor de cabeça, vista embaralhada e dor de estômago tal qual Hipócrates descreveu muitos séculos atrás.

FUNÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA PLACENTA
Drauzio – Vamos retomar a relação entre pressão alta e placenta.
Marco Aurélio Galleta - A pré-eclâmpsia provavelmente ocorre por causa da placenta, órgão que vai nutrir a criança durante os nove meses de gestação.
O embrião que sai da trompa é implantado no útero. A partir dessa nidação, começa a formar-se um tecido novo, a placenta que vai estabelecer uma ligação sanguínea para possibilitar as trocas gasosas e de nutrientes.

A placenta não é formada nem por tecido fetal nem materno. É uma mistura dos dois. Na verdade, é um enigma em termos imunológicos. Como explicar essa aceitação de um organismo estranho dentro do corpo da mulher? 
Drauzio – Mais parece um tumor maligno crescendo no útero da mãe, não é?
Marco Aurélio Galleta – Tem muita semelhança com isso, mas não é. Na verdade, a placenta é fundamental para o ovo aderir ao útero, não abortar e desenvolver-se adequadamente. Simultaneamente com o feto, a placenta vai-se formando e crescendo.

O que se sabe é que existem duas fases no desenvolvimento placentário: a primeira onda de invasão que acontece no primeiro trimestre da gravidez e a segunda onda que ocorre no segundo trimestre, período em que cai a pressão. Nesse momento, aumenta bastante a irrigação sanguínea da placenta. Esse é o momento também em que pode acontecer alguma coisa errada: a placenta não cresce como deveria no segundo trimestre e a irrigação sanguínea não é satisfatória.

O interessante é que houve uma época em que a pré-eclâmpsia foi classificada como toxemia gravídica. Achava-se que havia uma substância produzida pelo útero que afetava o corpo todo. Estudos científicos negaram essa hipótese. Atualmente, essa teoria está sendo retomada. Acredita-se que realmente existem substâncias produzidas na placenta que, por causa da deficiência de irrigação, caem na circulação materna, lesam os vasos sanguíneos e fazem surgir a hipertensão. Experiências feitas com soro de mulheres com pré-eclâmpsia, colocado na presença de células endoteliais (células colhidas das camadas mais interna dos vasos) mostram que o soro é tóxico para essas células.

LESÕES VASCULARES E SANGRAMENTOS
Drauzio – É na camada interna dos vasos que acontecem as alterações celulares características da pré-eclâmpsia?
Marco Aurélio Galleta – Exatamente. Lesões no interior do vaso provocarão aumento de pressão e favorecerão a aderência de plaquetas. A circulação, com isso, acabará sendo afetada.

Drauzio – Essas mulheres têm mais tendência a sangramentos?

Marco Aurélio GalletaElas têm mais tendência a sangramentos e mais tendência a distúrbios de coagulação do sangue. Por causa dessas alterações na coagulação sanguínea, podem formar-se lesões e trombos nos vasos de vários órgãos. Numa segunda etapa, em decorrência desses fatores, a paciente corre o risco de manifestar coagulação intravascular disseminada, uma das complicações graves da pré-eclampsia.

PROTEÍNA NA URINA
Drauzio – Na pré-eclâmpsia, a mulher tem pressão alta, edema e começam a aparecer sinais de proteína na urina. Para verificar essa possibilidade, é que os médicos pedem exame de urina durante a gravidez.
Marco Aurélio GalletaEmbora seja um acometimento tardio, mais para o final da gravidez, sabe-se que, quando o rim é afetado e surgem sinais de proteína na urina, a doença já atingiu um estágio mais avançado. Determinar a quantidade dessas proteínas permite estimar a gravidade da doença. Se os níveis sobem muito, deve-se avaliar a proposta de interromper a gravidez ou, pelo menos, de internar a paciente porque a lesão nos rins provocada pela pré-eclâmpsia pode acarretar sequelas no futuro. Essa é a razão da obrigatoriedade de realizar exames de urina durante a gravidez.
ECLÂMPSIA E INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ
Drauzio – Qual o critério para distinguir a pré-eclâmpsia da eclâmpsia?

Marco Aurélio GalletaPara diagnosticar eclâmpsia é preciso que a paciente com pré-eclâqmpsia sofra uma convulsão ou entre diretamente em coma. Está claro que ela deve ter uma história prévia de hipertensão e edema. Quando a mulher chega desacordada ao hospital e toma-se conhecimento de que teve uma convulsão em casa e, ainda, apresenta hipertensão e inchaço, a solução é tirar a criança naquele momento.

Drauzio – A eclâmpsia pode instalar-se com o feto ainda inviável?

Marco Aurélio GalletaInfelizmente isso acontece. E aí surge um drama muito grande. O risco de morte para essa mãe aumenta bastante com a eclãmpsia. Para a mãe é sempre interessante interromper a gravidez, mas para ao feto nem sempre isso é verdadeiro.

Drauzio - Os casos mais precoces de eclâmpsia costumam ocorrer com feto de quantas semanas?

Marco Aurélio GalletaJá nos deparamos com fetos de 20 ou 25 semanas o que os torna inviáveis. São casos em que se tem de escolher entre a mãe e a criança. Nesse momento dramático, o problema é dividido com o marido ou a família. A mulher, em geral, não está em condições de participar da decisão, porque muitas vezes está inconsciente.

Drauzio – Qual é a posição da maioria dos médicos nesse momento

Marco Aurélio Galleta A máxima da obstetrícia é que, na dúvida, deve-se optar pela mãe. Essa é uma decisão ética muito difícil de tomar. Por isso, sempre mantemos a família informada.

No Hospital das Clínicas, já aconteceram casos excepcionais em que, conversando com os parentes, optou-se por deixar a gravidez prosseguir, uma vez que a criança era ainda inviável (se nascesse, morreria). Felizmente, passada a convulsão, a pressão arterial da mãe voltou ao normal e a coagulação não se alterou. Em alguns desses casos, conseguimos a sobrevida da mãe e da criança, mas essa é uma situação extrema que precisa do apoio da família para decidir junto com a equipe médica que conduta adotar.

Sabe-se que a cura da pré-eclâmpsia só acontece quando se retira a placenta. Enquanto ela permanecer no organismo materno, a tendência será sempre piorar o estado de saúde da mãe. Pode demorar um dia, dois, uma semana ou duas, mas o quadro deletério não se modificará.

RECOMENDAÇÕES PARA PACIENTES COM PRÉ-ECLÂMPSIA

Drauzio – Que cuidados vocês aconselham para uma mulher com pré-eclâmpsia?

Marco Aurélio GalletaO primeiro é repouso e controle assíduo da pressão. Outro cuidado fundamental é prescrever uma dieta hipossódica, isto é, uma dieta com pouco sal. Na maioria das vezes, essas medidas resolvem desde que o quadro seja leve.

Nos quadros mais graves, quando a pressão mínima atinge ou ultrapassa 11, a mulher precisa ser internada e tomar medicação hipotensora. Deve-se, nesses casos, verificar os níveis de proteína na urina, o tempo de coagulação do sangue, o número de plaquetas, as enzimas hepáticas e se as hemácias dentro do vaso estão sendo lesadas (hemólise microangiopática). Sem a presença desse sinais, pode-se adotar uma conduta mais conservadora, mas constatando-se algum deles é necessário interromper a gravidez, por enquanto o único tratamento efetivo contra a pré-eclâmpsia.

PAPEL DAS VITAMINAS

Drauzio – Não existe nenhuma base científica para que adultos normais e saudáveis, com dieta variada, tomem quantidades enormes de vitaminas. Na gravidez, a situação é um pouquinho diferente. Os médicos receitam ácido fólico, porque previne o aparecimento de defeitos no tubo neural, e aconselham mesmo que as mulheres comecem a tomá-lo antes de engravidar. Fale um pouco desses novos conhecimentos sobre o uso de vitaminas em doentes com pré-eclâmpsia.

Marco Aurélio GalletaEm geral, se a paciente for bem nutrida, não precisa de vitaminas. Precisa de suplementação de ferro, porque o depósito dessa substância no corpo da mãe vai caindo com o evoluir da gravidez, já que ela o transfere para o feto, à medida que ele demanda maior quantidade desse mineral. Se ela for bem nutrida, como já disse, não vai ficar anêmica durante a gravidez. Depois do parto, por causa do sangramento, e durante a amamentação, isso pode acontecer. Por isso, deve-se prescrever ferro para as gestantes para prevenir possíveis casos de anemia.

Quanto ao ácido fólico, ele deve ser indicado no começo da gravidez. Não existe ainda nenhum estudo definitivo que demonstre se deve ser mantido ou não durante todo o tempo de gestação. O que existe de interessante em termos de pré-eclãmpsia, refere-se à teoria que afirma haver diminuição de sangue no útero. Menor oxigenação pode gerar algum produto que provoca lesões dentro dos vasos. Ainda se pesquisa, mas aparentemente existe alguma relação entre essas lesões e os radicais livres de oxigênio.

Outras pesquisas apontam que as vitaminas C e E, por serem antioxidantes, teriam algum efeito na prevenção da pré-eclâmpsia. No entanto, continua sendo importante evitar a automedicação, pois a alta dosagem dessas vitaminas acaba tendo um efeito deletério e provocando cálculos renais, por exemplo.

De qualquer forma, estamos começando no Hospital das Clínicas, um trabalho em conjunto com o principal centro americano de pesquisa da hipertensão na gravidez. A proposta é ministrar essas vitaminas durante a gravidez em mulheres portadoras de fatores de risco para a pré-eclâmpsia, como a hipertensão crônica ou um episódio passado da doença. Se conseguirmos provar que as vitaminas C e E diminuem o índice de incidência dessa patologia, terá sido dado um grande passo em termos de prevenção da pré-eclâmpsia e da diminuição da mortalidade materna no Brasil.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Diabetes Gestacional, a luta inicia

* Hoje com 26 semanas de gravidez

Com 24 semanas fiz o tão temido exame da Diabete Gestacional, e confirmamos o diagnostico já esperado - vamos ter diabetes gestacional nesta gravidez também.

Fiquei beem chateada no dia que vi o resultado. Me isolei e deixei doer o que tinha que doer. No outro dia ja estava pronta para encarar o que vier - já passei por isso e vou passar de novo com sucesso, tenho certeza, não pode é desanimar por que a dieta é chata mesmo - fazer dieta nunca é legal, ainda mais com fome de grávida !

A minha curva glicêmica deu os seguintes resultados:

GLICOSE BASAL : 82 mg/dL

GLICOSE : 149 mg/dL - 1hr Apos 75g Dextrozol

GLICOSE : 193 mg/dL - 2hrs Apos 75g Dextrozol


Mandei o resultado para o Dr. Marcos para ver qual providência tomar até a proxima consulta, daqui a uma semana. Ele me aconselhou a começar a medir a glicose com o aparelho fura-dedo antes e depois das principais refeições, para que possamos analisar os resultados na consulta, e seguir uma dieta rigorosa. 

Hoje é o terceiro dia de medição/ dieta e acho que estamos nos saindo bem, dentro dos limites de antes
de 95 - 140. Até baixei um app para o Iphone para me ajudar na medição e gostei muito, chama #bant e é gratuito.

Minha dieta nesta primeira semana:

Ao acordar: 01 copo de leite desnatado
Café da Manhã: 02 fatia de pão integral + queijo branco + café
Colação: 01 fruta (melancia/mamão/melão/abacaxi)
Almoço: Vegetais cozinhos a vontade + 3 colheres de arroz + 1 concha pq de feijão + 1 carne + 1 fruta
Primeiro Lanche: Yorgute desnatado com frutas
Segundo Lanche: 2 fatias de pão integral (ou 2 torradas integrais) + queijo branco + 1 fatia de peito de peru
Jantar : Vegetais cozinhos a vontade + 2 colheres de arroz + 1 carne + 1 fruta
** Em caso de fome noturna comer fruta ou suco 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

15 Semanas de gravidez


Enfim, com 15 semanas de gravidez conseguimos confirmar que quem vem por ai realmente é o Gabriel. Fiquei MUITO feliz com a noticia. Ao contrário do que muitos pensavam, eu adoro ser mãe de menino. E agora virei a verdadeira rainha do lar (hahahah!!)

O nome foi escolhido pelo Bernardo, desde que contei para ele que tinha um bebê na minha barriga que ele disse que era um menino e o nome dele era Gabriel. Quem sou eu para mudar o nome agora !!

Gabriel significa "DEUS ENVIOU". Era o nome do anjo mensageiro de deus a Virgem Maria. Um nome lindo para um filho que me foi dado de presente pela Mãe, afinal, foi aos pés dela que ajoelhei no santuário de Caravajo, no Sul do país, a cinco meses atrás, e coloquei minha aflição em suas mãos – não teria mais tratamento, o Bebê viria se fosse vontade dela. E foi.

Nesta semana também fui ao médico da diabetes, meu querido Dr.Marcos. Fiz 2 exames de curva glicêmica, no primeiro em 01/11 (102g) e no dia 17/12 (83g), ou seja, consegui baixar minha glicose bastante, o que foi uma grande vitória nesta etapa da gravidez.

Claro que nada vem de graça, estou fazendo dieta e intensificando minhas caminhadas e natação cada dia mais. Na outra gravidez não conseguimos baixar de forma alguma e foi necessário a insulina, mas parece que nesta do Gabriel eu vou fazer parte das poucas pessoas que não tem diabetes na segunda gravidez, não é maravilhoso? Muito, muito feliz!

Já falei da minha experiência com a diabetes gestacional na gravidez do Bernardo aqui

Minha dieta atual:

Ao acordar: 01 copo de leite desnatado
08:30hs - 02 fatias de pão integral (ou 2 torradas integrais) + queijo branco + leite com café
11:00hs - 01 fruta (melancia/mamão/melão/abacaxi)
12:20hs - Almoço - Vegetais cozinhos a vontade + 3 colheres de arroz integral + 1 concha pq de feijão + 1 carne grelhada + 1 fruta sobremesa
15:00hs – iorgute natural com cereal sem açúcar
18:00hs - 2 fatias de pão integral (ou 2 torradas integrais) + queijo branco + 1 suco natural com adoçante LINEA
21:00hs - Jantar - Vegetais cozinhos a vontade + 3 colheres de arroz + 1 carne grelhada + 1 fruta sobremesa
(Em caso de fome noturna frutas )

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Parto do Bernardo

Bernardo veio ao mundo na manha de 16 de Novembro de 2009, uma segunda feira, por meio de cesariana, pelas mãos da obstetra mais fofa que Deus colocou na minha vida, Ana Paula, na Perinatal de Laranjeiras. Naquele dia eu completava exatamente 38 semanas de gravidez.


Quando descobri que estava grávida me planejei para um parto normal. Lembro que vi na internet sobre o parto dos gêmeos da Fernanda Lima e tive certeza que eu também conseguiria, inclusive fiz pilates e exercícios com a bola em toda a gravidez, me preparando. Mas as coisas não são sempre como planejamos.



Posso dizer que tive uma gravidez tranquila, no meu ponto de vista hoje, mas não foi bem assim. Com 26 semanas descobri que tinha Diabetes Gestacional, conforme já relatei aqui e aqui. Encarei a Diabetes com seriedade e fiz todo o tratamento com insulina e dieta com disciplina de quartel. Nunca reclamei ou choraminquei - mas deixei alguns surtos de choro dentro do box do meu banheiro, sozinha.


Eu queria ser forte, por meu filho, por meu marido, por mim. E então soube que provavelmente meu parto não seria normal. Não fiquei nada chateada, o foco SEMPRE foi o Bernardo vir ao mundo sem risco para ele. Era tudo o que me importava, confesso que nestas horas nem na gente pensamos.



Com 32 semanas de gravidez fui fazer um exame para ouvir o batimento do Bebê e ouve uma alteração no exame - descobrimos então que o Bernardo estava com uma várias voltas do cordão no pescoço e as vezes se enforcava "brincando" com o cordão. Entrei em pane na hora e não teve que me acalmasse, queria o meu bebê fora dali no primeiro dia possível.



Deste dia em diante, fiz o exame de Cardiotocografia fetal durante 30 minutos TODOS os dias até o parto, vejam ai meu nível de stress, ficando olhando aquele gráfico e esperando algo acontecer..

Com tudo, minha Cesaria foi feita de forma muito tranquila. Me internei, fomos para o centro cirúrgico, um anestesista (Dr.Edu) que foi um amor e a mão amiga da minha médica anjo o tempo todo comigo.



Bernardo nasceu de manhã, no mesmo dia a noite eu já estava andando pelos corredores do hospital, dois dias depois fui para casa e pude cuidar do meu filho sem grandes restrições, com 15 dias já estava de sling pela rua. Sempre olho minha cicatriz no espelho e penso nela com um sorriso, e devolvo este sorriso para ela. Ela é minha marca que eu consegui. - minha médica já puxou minha orelha que eu devia ter cuidado melhor para não ficar uma tira grossa como ficou, mas afirmou que vamos cortar no mesmo lugar no próximo parto, então tenho outras coisas para pensar e, alem de mim, só meu marido vê mesmo e também acha que é um sorriso :)



A relação entre a paciente X Médico tem que ser de confiança, acredito que a melhor maneira de um bebê nascer é a que for mais segura para ele, e para você também, afinal, este é um momento de vocês, SEMPRE, cada experiência é única.

domingo, 2 de outubro de 2011

O fantasma da Diabete Gestacional

Com a gravidez vem o fantasma da Diabetes Gestacional voltar a assombrar nossa vida. Para quem não sabe, tive Diabetes gestacional da gravidez do B, tem um breve  relato aqui.

A Diabete gestacional é um problema que surge durante a gravidez, por volta de 26 semanas. A mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue. É uma condição que quase sempre se normaliza sozinha depois que o bebê nasce - ao contrário de outros tipos de diabete, que duram a vida inteira. A diabete aparece quando o corpo não consegue fabricar a insulina - um hormônio produzido pelo pâncreas - em quantidade suficiente. A insulina controla a quantidade de açúcar disponível no sangue, para ser usado como fonte de energia, e permite que o excesso de açúcar seja armazenado.

Nosso corpo precisa produzir insulina extra para atender às necessidades do bebê, principalmente da metade da gravidez em diante. Se nosso corpo não conseguir fazer isso, podemos desenvolver a diabete gestacional. E quem tem histórico de diabetes na primeira gravidez já entra na próxima com a certeza que vai ter de novo. Mito ou verdade ??

Com esta duvida marquei uma consulta com o mesmo endocrinologista que me acompanhou na outra gravidez, para conversar e saber quais as minhas possibilidades e verdades.

Meus fatores de risco:
- Ter tido diabetes na primeira gravidez;
- Não ter malhado muito desde então piora;
- Diabetes na família, de idade e de nascença;
- Gravidez acima de 35 anos;
- SOP;

Meu medico contou varios relatos, a maior parte de mulheres que tiveram novamente a diabetes na segunda gravidez, e apenas um caso que uma que nao teve. Sim, existe uma chance de não desenvolver a diabetes gestacional na segunda gravidez, ou conseguir manter as taxas mais baixas e não ser necessário tomar insulina. Entao ele me deu tudo o que eu precisava, esperança.

Fiz todos meus exames e minha taxa de açúcar esta ótima agora, e meu peso o normal, por isso vamos experimentar uma dieta do índice glicêmico por 6 semanas para ver como meu organismo reage.

Durante a consulta, o Dr. Marco me perguntou se foi sofrido tomar a insulina durante a gravidez do Bernardo. Pensei um pouco e respondi que não. Quando cheguei em casa perguntei meu marido se algum dia me queixei sobre isso, e ele me disse que nunca. Claro que nao é legal ter diabetes, mas se vier é aceitar e lutar pelo bem maior que é este bebezinho na barriga.

A diabetes é um problema serio sim, mas controlável, que vai embora com a placenta no dia que o bebe nasce e pronto, vamos a luta!!

Grávida de 37 semanas do Bernardo, tem cara de Diabetes por acaso??

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Diabetes Gestacional, eu tive.

Descobri ter Diabetes Gestacional com 26 semanas de gravidez. Foi um choque. Refiz a curva glicêmica por 3x para confirmar. O que eu senti? Medo. Medo pelo meu bebê – por que eu tenho “peito de aço”, podia (e posso) agüentar qualquer tranco, MENOS ver o meu bebê em risco, isso eu não estava pronta. E culpa. Essa malledita culpa que toda mãe sente, culpa por achar que eu tinha comido muito doce, que a culpa (culpa,culpa, culpa) era toda minha.


Estava errada. A Diabetes não era culpa minha, vem de uma série de fatores – idade, SOP, genética. E os pobres chocolates suíços tinham sido condenados sem direito a fiança.


Passado o susto inicial, minha obstetra (amada protetora) me indicou um Endocrinologista especializado em diabetes na gravidez, Dr. Marcos. Ele me acolheu, conversou e acompanhou até o nascimento do B. Fiz uso de insulina basal ao acordar e insulina rápida antes de refeições e lanches, 4x ao dia. Usava uma tabela de medidas, furava o dedo várias vezes ao dia e comia restritamente o que estava escrito na dieta e no horário certo.


Como sou muito disciplinada minha glicose ficou na linha durante todo o tratamento. Várias pessoas me falavam: "puxa, como você consegue comer esta mesma dieta todo dia?' Por meu filho. Por Bernardo eu passaria por tudo de novo, e juro, quando lembro de minha gravidez, só penso na maravilha de poder gerar uma vida. Afinal, não existe premio sem esforço.


Não é legal ter diabetes gestacional, mas se este é o seu caso hoje, pode ter certeza que tudo vai passar. Fiz cesariana com 38 semanas (e não foi por causa da diabetes, foi por que tinha um laço do cordão no pescoço dele), B. nasceu lindo, forte e saudável. E eu não tenho mais problemas com açúcar, alias, sou chocolatra assumida :)

Com 37 semanas !!

** Minha dieta:

Desjejum - 1 fatia de pão integral (ou 2 torradas integrais) + queijo branco + leite com pouquinho café
Colação - 1 fruta (melancia/mamão/melão/abacaxi) com Yorgute natural
Almoço - Vegetais cozinhos a vontade + 2 colheres de arroz + 1 concha pq de feijão + 1 carne grelhada + 1 fruta sobremesa
Lanche - 1 fatia de pão integral (ou 2 torradas integrais) + queijo branco + 1 suco natural com adoçante LINEA
Jantar - Vegetais cozinhos a vontade + 2 colheres de arroz + 1 concha pq de feijão + 1 carne grelhada + 1 fruta sobremesa
Em caso de fome noturna comia fruta de madrugada

** Jamais copie uma dieta de outra pessoa, vá no endocrinologista, só ele vai saber a dieta certa para você.