sábado, 18 de agosto de 2012

Férias!!

Então, férias.
E vamos nós com destino ao frio, com uma paradinha básica em MOC para ver a família e curtir a maior festa do mês de Agosto, O Catopê.

Até a volta.




Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte os seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair,
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade
(Marisa Monte)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Festa dos Saltimbancos

Depois de passar pela fase dos Backyardigans, Doki, Cocoricó e Toy Story o B chegou a conclusão que quer uma festa dos Saltimbancos (Para quem não conhece, os Saltimbancos é uma teatro adaptado por Chico Buarque e vale a pena assistir!)

Escolha feita, adorei o tema (apesar da roupa do Woody já está comprada esperando a festa do Toy Story - hahhaha!!). Para minha surpresa existe na NET muito material legal para usar como inspiração na festinha do B, mesmo o tema não sendo popular tem muita gente que curte a história e escolheu para a festinha dos filhos.

Segue inspirações fofas que achei!


Achei estas duas artes que vou usar como idéia para criar os personagens do Bernardo:

Imagem do Site Curumim Santos

Imagem do google

Do blog Artinoca da talentosa Cristina, achei uma variação do Tema para "Bebês Saltimbancos" - Muito fofo e criativo - adorei o convite e a caixinha de leite.



Do Coisinhas Mar achei estas lembrancinhas muito criativas, o CD dos Saltimbancos com um embrulho personalizado para cada mini convidado levar o seu - um jeito legal de todos conhecerem as canções do teatro, foi assim que começou lá em casa, primeiro apresentei o Cd para o B, depois assistimos o teatrinho


No Blog Canto de Fadas encontrei estes cadernos de desenho que adorei - acho que vou encomendar com eles - B e o Saltimbancos



Muita coisa linda!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pai = Saudade

Poucas pessoas tem a sorte de passar pela vida com dois pais, como eu tive, e agradeço sempre por isso. As vezes me bate uma tristeza de pensar que eles foram embora cedo demais, mas as escolhas de uma vida é o que norteiam o destino de cada um.

E, ao seu modo, os 02 foram especiais e amamos por mim. Estes dias até sonhei que tinha tido um casal de gêmeos lindos- Eduardo e Francisco. Francisco e Eduardo. Ímpossivel é pensar em um sem o outro.

Saudades ENORME de vocês.


Cada vez que me "alembro" do amigo Chico Mineiro, Das viage que nois fazia era ele meu companheiro. Sinto uma tristeza, uma vontade de chorar, Alembrando daqueles tempos que não hai mais de voltar. Apesar de ser patrão, eu tinha no coração o amigo Chico Mineiro.
Caboclo bom decidido, na viola era delorido e era o peão dos boiadeiro. Hoje porém com tristeza recordando das proeza Da nossa viage motin, viajemo mais de dez anos, Vendendo boiada e comprando, por esse rincão sem-fim, Caboco de nada temia.

Mas porém, chegou o dia que Chico apartou-se de mim...

Fizemos a última viagem, foi lá pro sertão de Goiás
Fui eu e o Chico Mineiro, também foi o capataz
Viajamos muitos dias pra chegar em Ouro Fino

Aonde passamos a noite numa festa do Divino
A festa estava tão boa, mas antes não tivesse ido
O Chico foi baleado por um homem desconhecido
Larguei de comprar boiada, mataram meu companheiro
Acabou-se o som da viola, acabou-se o Chico Mineiro
Depois daquela tragédia, fiquei mais aborrecido

Não sabia da nossa amizade, porque nos dois era unido
Quando vi seu documento, me cortou o coração
Vi saber que o Chico Mineiro era meu legítimo irmão

Chico Mineiro  (Tonico e Tinoco)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os Saltimbancos

Dias desses fizemos um programa incrivel, que foi assistir a peça os Saltimbancos, que está em cartaz no Jardim Botanico, uma montagem da Companhia de Teatro Maria Lúcia Priolli - AMAMOS!

Super recomendo a peça - é um musical animado, uma história envolvente e antiga, na versão de Chico Buarque.


Os Saltimbancos é um teatro da minha infância, cheio de recordações gostosas e felizes. Muitas vezes já apresentei este teatro, e minha personagem preferida sempre foi a gata, claro - mas eu sempre fui o Jumento..

Os Saltimbancos
Texto: Luiz Henríquez e Sergio Bardotti

Direção: Maria Lúcia Priolli
Elenco: Bia Sion, Ricardo Graça Mello, Luiz Nicolau, Maria Lúcia Priolli

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Imagina a vida como um jogo..

O ex presidente da  Coca Cola, Bryan Dyson, disse o seguinte discurso ao deixar o cargo:

" Imagine a vida como um jogo em que você esteja fazendo malabarismos com cinco bolas no ar. Estas são: seu Trabalho,sua Família, sua Saúde, seus Amigos e sua Vida Espiritual, e você terá de mantê-las todas no ar.

Logo ...você vai perceber que o Trabalho é como uma bola de bor...racha. Se soltá-la,ela rebate e volta. Mas as outras quatro bolas: Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros. Se você soltar qualquer uma destas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma.

Deve entender isto: tem que apreciar e esforçar para conseguir cuidar do mais valioso.

Trabalhe eficientemente no horário regular do escritório e deixe o trabalho no horário. Gaste o tempo requerido à tua família e aos seus amigos. Faça exercício, coma e descanse adequadamente. E sobretudo... Cresça na sua vida interior, no espiritual, que é o mais transcendental, porque é eterno. Shakespeare dizia: "Sempre me sinto feliz, sabes por quê? Porque não espero nada de ninguém. Esperar sempre dói.

Os problemas não são eternos, sempre têm solução. O único que não se resolve é a morte. A vida é curta, por isso, ame-a!

Viva intensamente e recorde:
Antes de falar... Escute!
Antes de escrever... Pense!
Antes de criticar... Examine!
Antes de ferir... Sente!
Antes de orar... Perdoe!
Antes de gastar... Ganhe!
Antes de render... Tente de novo."

terça-feira, 17 de julho de 2012

Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidadee não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso ou Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Texto da Jornalista Eliane Brum

domingo, 8 de julho de 2012