segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Só de Sacanagem!

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? 



Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. 


Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. 

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. 
Até hábeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. 

Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem! 

Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau." 

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!


Texto de Elisa Lucinda




sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Até que um dia a gente faz aniversário

Quanto tempo a gente perde na vida? 
Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. 

Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. 

Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. 
Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. 

Até que um dia a gente faz aniversário. 
37 anos. Ou 41.
Talvez 44. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. 
E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. 

Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. 
Que esbanjamento.
Não falta muito pro jogo acabar. 
É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. 

Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. 
Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. 
E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.


Texto de Martha Medeiros, perfeito para hoje - meu aniversário !!






quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Fotografia Autoral

Fotografia é uma arte ou uma técnica ?

Desde sempre gosto de fotografar. Tudo. A paisagem, as pessoas, os animais ... mas gosto mesmo é de fotografar gente. De pegar um sorriso, uma cara pintada, um brilho nos olhos.. Eu achava que era uma arte.

Ai quando comecei a me profissionalizar percebi que é uma técnica, que envolve muito mais do que o olhar. Envolve o equipamento, a luz, o diafragma , o foco.

Hoje vejo que tudo se completa - a técnica, a arte, o olhar. E o amor.



Agora tenho meu site, me visitem:

www.cristianemota.com

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Curso de Pratica Urbana

Curso de prática de fotografia com o Prof. Carlos Cabera no Bosque da Barra. Por que é necessário muita prática para chegar lá.






sábado, 1 de agosto de 2015

Smash the Cake Beatriz

A Beatriz fez 01 ano e comemoramos com uma deliciosa sessão de Smash the Cake. A Bia não gostou nada de colocar a mão no bolo, mas rendeu uma linda sessão de fotos junto com meu ajudante preferido, o Gabriel, com direito a beijos roubados :)









* Atenção: Todas as fotos são postadas em baixa resolução.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Sim, eu ainda estou aqui. Mas mudei.

Tive que andar longe um tempo. Muita coisa mudou e estou reorganizando aos poucos minha nova rotina com a fotografia, a casa, os filhos, e até com o marido.
Desde o nascimento do Gabriel que eu já vinha pensando em mudar a nossa vida. Com eu publiquei em setembro de 2014, com o brilhante texto MUDE. E assim foi o processo, lento e pensativo. 
Mas a decisão final foi tomada mesmo no dia 23 de Março, junto com o texto É preciso ir embora. Foi neste dia que vi meu gerente subindo as escadas sozinho e senti que a hora era esta - por que a coragem pode faltar e o momento passa. Subi as escadas em um pulo só, parei do lado dele e disse que não ia ficar triste se meu nome estivesse na lista de demissões que estavam por vim. Voltei para minha mesa com um misto de alegria contida e desespero - louca, o que você fez!!! Pronto, o passo foi dado.
"É preciso ir embora. Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva. As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas."
Dia 01 de Abril fui demitida do meu emprego de 12 anos. Era o dia D na empresa. Sabia que muitas pessoas seriam demitidas. Já tinha feito um backup do meu laptop e retirado aos poucos a maior parte das coisas das minhas gavetas durante os dias anteriores. Meu chefe falou que eu facilitei muito a vida de um gerente. Eu me senti feliz com isso, e com todos os abraços que ganhei, com todos os amigos verdadeiros que fiz. Encerrei um ciclo muito bacana da minha vida na Telemar/OI, que me rendeu... uma vida. 
Não chorei desde então - já tinha chorado muito antes de tomar esta decisão. Não sinto que perdi algo por que a OI vai sempre fazer parte da minha vida. 
Já tinha uma viagem de ferias programada e aproveitei para colocar a cabeça no lugar e pensar novos projetos.
De volta a vida real, me dediquei de corpo e alma ao projeto de me profissionalizar na fotografia, e aprimorar esta paixão em registrar tudo por meio da minha lente. Desde então tenho aprendido, me divertido e, sobretudo, conhecido pessoas e histórias incríveis. Estou experimentando dia a dia o prazer de, pela primeira vez na vida, ser dona da minha força de trabalho e da minha agenda. 
Descobri a paixão pela fotografia de Newborn, arte que tem me envolvido cada vez mais. Me contratei 100% para cuidar da minha família e fotografar outras, com todo o prazer e amor desta vida.
E aqui estou eu.