quarta-feira, 28 de abril de 2010

Transformem esta forma decadente em... Angelina Jolie??

* Bernardo, 04 meses

Tudo que eu disser vai soar como drama. Talvez seja.

Ando tão cansada que tenho me arrastado pela vida nestes dias. Eu não sou assim. Sou um ser mais animado. Mas ando cansada, precisando dormir uns dias....

Gosto do meu emprego (ou não gosto?).
Definitivamente, não estou me sentindo muito profissional nestes dias. Minha cabeça não para, e não é pensando em serviço.

O transito também não ajuda em nada. Passo várias horas do dia dentro de um ônibus indo e vindo; e depois trancada numa sala na frente deste computador. E Me pergunto: isso tudo vale a pena. Mas preciso da grana.

Só não estou sabendo o que fazer com este ser que prefere ficar em casa, aproveitando o tempo com o bebezinho... Minha cabeça anda um caos, será que voltar de licença maternidade é sempre assim?

Alguma coisa ainda há de restar disso tudo. Espero sobreviver.

Lerê, lerê...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O fim da licença maternidade

* Bernardo, 04 meses

Minha licença maternidade chegou ao fim e aqui estou, de volta ao trabalho, a vida social e ao blog.

Voltar é assim, confuso. Você está em casa e quer estar trabalhando, esta trabalhando e quer estar em casa. O Coração dividido, assustado. Uma saudade enorme que se alastra pelo corpo e uma felicidade grande de ver as pessoas e o mundo de novo se misturando em uma grande... confusão.

Mas é bom ver as pessoas de novo. Lembrar de suas responsabilidades. Poder almoçar sem parecer peão de obra. Vestir suas roupas (eu tinha virado a mulher calcinha..), arrumar o cabelo que não seja em um coque ou rabo de cavalo, fazer as unhas, conversar com as amigas.

E principalmente chegar em casa e ser recebida por aquele sorriso desdentado lindo de um bebê que está seguro e feliz. Não tem preço.

No final, tudo vai se encaixando.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pois é, virei mãe.

* Bernardo, 3 meses

Primeiro escutei seu choro, depois ele chegou. Fiquei ali olhando aquela carinha e tentando decifrar aquele ser pequenininho que esteve na minha barriga por 38 semanas.

Eu já o amava. Amava desde que ouvi seu coração a primeira vez. E conversei com ele todos os dias desta gestação tão esperada.

E de repente eu virei mãe, como se tivesse nascido com este propósito. Você pega seu filho nos braços e já sabe o que tem que ser feito, sem medo.

E agora estou vendida. Converso em sílabas soltas, tenho as roupas manchadas de leite, não me lembro do que comi ontem nem pra onde estou indo, tenho olheiras pretíssimas, converso sobre fraldas, faço caminhada empurrando carrinho, falo com quem não me responde. E gosto.

São 3 meses em casa. Para todo lado tem brinquedos coloridos, fraldas e roupinhas. Os livros fora da estante são sobre bebês e tudo relacionado a eles e a ser mãe. Como se minha identidade tivesse mudado – prazer, sou a mãe do Bernardo.

Só preciso organizar minhas neuras. E redescobrir Cristiane dentro deste ser.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Você é assim, um sonho pra mim...

**Bernardo, 22 dias de vida.

Hoje o Bernardo faz 22 dias de vida. Ter um bebê é uma experiência além do plano. É uma mistura de sentimentos contraditórios que assolam a nossa vida emocional, física e mental. Quando você esta ali, na mesa de cirurgia e te entregam aquela criaturinha aos berros, que você não sabe como segurar direito... e ela te olha nos olhos. Pronto. Não resta mais nada. Tudo o que era importante parece desaparecer, e um novo laço te prende naquele olhar. Seu filho, seu milagre.

Ai você vai pra casa, levando aquele “pacotinho”, que chora, mama, dorme e faz cocô (não necessariamente nesta ordem..). Que responsabilidade. Os dias passam, você vive em um vai-e-vem de fraldas, mamadas, choros (seu e do bebê..), sorrisos, canjica e cerveja preta. Que loucura! Mas o que é ter um filho senão pirar um pouco?

Beijos agora tem gosto de leite :)


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Bernardo, meu pequeno milagre

Bernardo veio ao mundo na manha de 16 de Novembro de 2009, uma segunda feira, por meio de uma cesariana,  pelas mãos da obstetra mais fofa que Deus colocou na minha vida, Ana Paula, na Perinatal de Laranjeiras. Naquele dia eu completava exatamente 38 semanas de gravidez.

Posso dizer que tive uma gravidez tranquila, no meu ponto de vista hoje, mas não foi bem assim.

Com 26 semanas descobri que tinha Diabetes Gestacional, conforme já relatei aqui e aqui. Encarei a Diabetes com seriedade e fiz todo o tratamento com insulina e dieta com disciplina de quartel. Nunca reclamei ou choraminquei - mas deixei alguns surtos de choro dentro do box do meu banheiro, sozinha. Eu fui forte, por meu filho, por meu marido, por mim.

Desde que descobrimos a diabetes eu sabia que,  provavelmente, meu parto não seria normal. Não fiquei nada chateada, o foco SEMPRE foi o Bernardo vir ao mundo sem risco para ele. Era tudo o que me importava, confesso que nestas horas nem na gente pensamos.

Com 32 semanas de gravidez fui fazer um exame para ouvir o batimento do Bebê e ouve uma alteração no exame - além do Bernardo estar com várias voltas do cordão no pescoço e as vezes se enforcava "brincando" com o cordão descobri naquele dia que a Diabetes Gestacional ataca o coração do Bebê, podendo causar morte. Entrei em pane na hora e não teve que me acalmasse, queria o meu bebê fora dali no primeiro dia possível.

Deste dia em diante, fiz o exame de Cardiotocografia fetal durante 30 minutos TODOS os dias até o parto, vejam ai meu nível de stress, ficando olhando aquele gráfico e esperando algo acontecer..

Com tudo, minha Cesariana foi feita de forma muito tranquila. Me internei, fomos para o centro cirúrgico, um anestesista (Dr.Edu) que foi um amor e a mão amiga da minha médica anjo o tempo todo comigo.

Bernardo nasceu de manhã, e no mesmo dia eu já estava andando pelos corredores do hospital, dois dias depois estava em casa, e aqui estamos, passando bem e lambendo a cria. Ainda não fui liberada pra grandes esforços, mas estamos indo bem e sem dores.

A relação entre a paciente X Médico tem que ser de confiança, acredito que a melhor maneira de um bebê nascer é a que for mais segura para ele, e para você também, afinal, este é um momento de vocês, SEMPRE, cada experiência é única.

Bernardo é meu pequeno milagre.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bernardo, a primeira foto

Adoro a modernidade!! Pensar que alguns anos atrás as mães ficavam sabendo o sexo da criança no dia do nascimento, e não tinha ultrassom e exames para ver o andamento da gravidez.

Hoje, graças ao avanço da Tecnologia e da Medicina já podemos ter a primeira foto do bebê ainda na barriga. Por isso hoje é um dia tão especial, a primeira foto de Bernardo, com 28 semanas de gravidez - emocionada !


É a minha cara!!!



28 semanas de gravidez, Bernardo







sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Prepara o lenço que virou divã..

Às vezes penso no futuro. Não muito. Numa bela tarde de quarta, enquanto olho a tela cheia de números do notebook, viajo no que esta por vir.

Fiz 38 anos no mês passado. Analisando no espelho, não vejo mais rugas do que o normal. O mesmo rosto de menina, com algo em torno de 10 kg a mais que o normal e olhos pretos de jabuticaba. E o que é futuro? Olho minha hoje enorme barriga e sei que Bernardo está chegando, cada vez mais rápido. Seus chutes agora são constantes, e seu rosto já está na minha mente através do ultrassom sofisticado. Quem é ele, do que gosta, o que vai querer da vida, o que vai FAZER da nossa vida. Não tenho respostas.

Espero ser uma boa mãe. Nunca consegui por limites com o Nycko, será que vou conseguir com esse... e, na verdade, uma das minhas maiores preocupações é a gestão do dia-a-dia. Cuidar da casa, fazer compras, passear com o cachorro, fazer ginástica...

O que esperam de nós é que sejamos excelentes mães, excelentes companheiras, excelentes donas de casa, excelentes profissionais. E quando cometemos o menor dos erros, somos as maiores cobradoras de nós mesmas. Qual o problema de sermos frágeis às vezes? A cobrança vem de todos os lados. Mas, vem principalmente de dentro. Vem de dentro de cada uma de nós o só aceitar o melhor. Não o melhor que podemos fazer, e sim o melhor que achamos que pode ser feito.

Divaguei demais. Modo de pensar, tradições e culturas seculares são difíceis de serem modificadas.